quinta-feira, 11 de novembro de 2010

desvarios de uma noite solitária

Fecho os olhos e meus segundos parecem eternos. A vida dá tantas voltas, fazemos tantas escolhas! E nem sempre elas são as melhores para nós. Mas pondo tudo na ponta do lápis, acho que não fiz tantas escolhas erradas, não...

Há muitos tormentos. Há muitas inquietações - e elas não tem nome, apenas existem.

Há muito que se compensa, porém. Há muitos sorrisos à toa: Esses dias, caminhando - o que, por sinal, faz minhas ideias fluírem melhor - que apenas há pouco mais de um ano, comecei a viver. Há agora um motivo que não me deixa fraquejar, que me faz seguir em frente, lutar.

Mesmo quando estou sem rumo, dispersa, inquieta, há algo sim que me diz que vai valer a pena.


E tudo em mim transborda
é sentimento,
é o agora
é pensamento,
que aflora
é tormento
é o grito
contido
é o sofrer
escondido
é a vida
veredito
eternizada, nessas linhas
ao por pra fora
escrevo
viro as costas,
vou embora
tudo é verso,
tudo é prosa
tudo que vive
tudo que goza
felicidade
tropeço
sentimento,
avesso:
esta noite
é apenas o começo.

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