sábado, 26 de dezembro de 2009

Rosas de Outono

Chove, para refrescar o coração.Venta, para levar embora os pensamentos ruins. O sol, tímido, tenta não se esconder, parece que não quer que os olhos se fechem novamente e se volte para a escuridão que cega,que ata...

As quatro estações diárias curitibanas refletem hoje, a alma. As lágrimas que secam antes mesmo de escorrerem, o ar que sufoca, as palavras que vêm como o vento gelado e ferem, pela velocidade e temperatura abaixo de zero. Onde estão as rosas que roubam sorrisos, as manhãs que a despertaram outrora com o calor agradável da primavera?

A vida não pode ser como folhas, pétalas secas ao vento, passageiras, sem destino, sem abrigo...Folhas mortas, secas, tristes. Dá medo de desabrochar.

É preciso cultivar as rosas, dar-lhes o calor necessário para que elas desabrochem sem ter medo do outono que virá. Quando tudo nelas morre, se entregam ao vento como se tivessem asas, voam para longe, mortas, frias, sem cor. Voam sem olhar pra trás, sem saber onde vão parar, até que renascem em outro solo, na esperança de dar cor a outros olhos.

e o seu coração, que estação vive?

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